Com recorde histórico de vendas brutas em 2025 (R$ 7,1 bi), crescimento de 3% nas vendas líquidas (R$ 6,2 bi) e forte geração de caixa (R$ 882 mi no ano; R$ 389 mi no 4T25), a Direcional consolida um ciclo de disciplina financeira que viabilizou robusto retorno ao acionista: R$ 804 mi em dividendos (R$ 1,55 por ação) e cerca de R$ 1,5 bi entre dividendos e recompras em 2025. Os lançamentos (R$ 6,9 bi no ano, +25% vs. 2024) e o VSO consolidado de 21% no 4T25 — mesmo com a concentração de lançamentos em dezembro — sustentam a visibilidade de receita, dado que 90% do VGV líquido contratado no trimestre será reconhecido na linha de Receita Líquida, e apenas 10% via Equivalência Patrimonial.

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Este resultado consolida a estratégia de alocação de capital iniciada no fim de 2024 e executada ao longo de 2025, que culminou nos dividendos intermediários de R$ 1,55/ação aprovados em dezembro de 2025 e sustentados pela reciclagem de capital com a venda de 15% da Riva. A sequência — MoU em dez/24, tranches a partir de mai/25 e conclusão em out/25 — sinaliza execução consistente: reforça caixa sem comprometer o crescimento do core e cria espaço para proventos elevados, que agora aparecem materializados nos números da prévia do 4T25.

Operacionalmente, a Riva marca seu melhor ano (R$ 2,7 bi em vendas líquidas, +15% a/a; VSO de 24% no 4T25), indicando maturidade comercial da marca e contribuindo para o mix de margens. O banco de terrenos atingiu R$ 58,5 bi em VGV potencial (custo médio de aquisição de 11% do VGV; 87% via permuta), um desenho que reduz desembolso de caixa e ajuda a compatibilizar crescimento (lançamentos +25% a/a) com payout elevado. Pontos de acompanhamento: velocidade de vendas dos lançamentos concentrados em dezembro (VSO da Direcional em 19% no trimestre), conversão do VGV contratado em receita e caixa ao longo de 2026 e a manutenção do equilíbrio entre expansão de landbank e retorno ao acionista.

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