O Grupo Vamos divulgou a prévia do 4T25 e do ano de 2025 confirmando o cumprimento do guidance de EBITDA, lucro líquido e alavancagem. A receita líquida do 4T25 foi de R$ 1.483,3 mi (+24,3% a/a; -3,0% t/t versus o 3T25 de R$ 1.529 mi), enquanto no ano somou R$ 5.756 mi (+22,5%). A ocupação da frota atingiu 86,8% (85,8% no 3T25; 84,2% no 4T24). Na locação, a companhia reportou receita recorde, combinando maior demanda por 0km, ocupação mais alta, TIR e yield maiores e menor interrupção de receita por ativos retomados. A margem EBITDA expandiu na comparação com 3T25 e 4T24, apoiada por menor custo de manutenção/peças e queda do PDD com recebimento de clientes em atraso. As retomadas totalizaram R$ 148,4 mi no trimestre (-41% t/t), o menor patamar desde o 1T23; dezembro registrou o menor volume histórico por dia útil. Em Seminovos, a receita quase dobrou no 4T25 (+98% a/a), com margem positiva levemente acima do 3T25. As vendas de ativos alcançaram R$ 326,7 mi no 4T25 (+97,6% a/a) e R$ 1.333,8 mi em 2025 (+84,3%), 103% do guidance. O capex implantado foi de R$ 908,5 mi no 4T25 (-10,6% a/a) e R$ 4.199,7 mi em 2025 (-11,7%), 102% do guidance. O imobilizado de frota ficou em R$ 18.859 mi no 4T25 e R$ 18.943 mi em 2025. Informações preliminares e não auditadas.

Continua após o anúncio

Este desempenho consolida a virada operacional do segundo semestre: maior ocupação, normalização das retomadas e giro de ativos acima do planejado sustentaram rentabilidade, ao mesmo tempo em que o capex se manteve seletivo dentro do guidance. Do lado financeiro, a execução da agenda de alongamento e diversificação do passivo reduziu risco de rolagem e deu previsibilidade para executar backlog e implantações sem pressionar alavancagem, premissas que se refletem no guidance cumprido. Essa direção foi reforçada pela conclusão da 14ª emissão de debêntures em 12/12/2025, que ampliou o funding doméstico e alongou prazos.

A queda das retomadas para o menor nível desde 1T23, somada ao avanço de yield e TIR na locação, sugere normalização de risco de crédito e melhora estrutural da margem operacional. Além disso, a forte performance de Seminovos e a aceleração das implantações ajudaram a reduzir ativos ociosos, elevando a ocupação para 86,8%, o maior nível desde o início do ciclo de retomadas. No consolidado de 2025, as vendas de ativos e o capex acima de 100% do guidance evidenciam execução disciplinada, com rotação de frota suportando geração de caixa. Isso também se converteu em sinal claro de confiança na previsibilidade de caixa e no equilíbrio entre crescimento e retorno ao acionista, como mostra a aprovação de JCP de R$ 150 milhões em 15/12/2025.

Para 2026, a combinação de passivos mais longos, ocupação elevada e retomadas em patamar historicamente baixo cria base para crescimento seletivo com foco em rentabilidade. A governança foi calibrada para essa fase, com a entrada de perfil especializado em project finance e relacionamento com credores, reforçando a disciplina de capital e a coerência entre Conselho e execução. Esse alinhamento ajuda a sustentar a continuidade do ciclo de rotação de ativos, capex seletivo e payout responsável no próximo ano, conforme a substituição no Conselho com foco em disciplina de capital e project finance.

Publicidade
Tags:
Grupo VamosVAMO3