Nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, a Irani Papel e Embalagem comunicou sua permanência, pelo segundo ano consecutivo, na carteira do Índice de Carbono Eficiente (ICO2) da B3, reforçando a consistência entre princípios corporativos e práticas de gestão de carbono. No período, a companhia elevou em 28% o balanço positivo entre remoções e emissões, superando a meta de 20% para o ciclo e antecipando o compromisso de sustentabilidade para 2030. Em termos estratégicos, o reconhecimento no ICO2 indica que a descarbonização deixou de ser um projeto pontual e passou a integrar o dia a dia operacional, sustentada por governança, métricas e eficiência energética — movimento já evidenciado pelo upgrade para o nível de Liderança (A-) no CDP 2025, que qualificou a trajetória climática da empresa.

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Além do mérito ambiental, a comunicação assinada por Odivan Carlos Cargnin simboliza a continuidade executiva e de governança da companhia na virada do ano. A mensagem central permanece a mesma: metas claras, execução previsível e verticalização energética como alavancas para reduzir intensidade de carbono, estabilizar custos e dar resiliência às margens. Essa coerência entre liderança, financiamento verde e disciplina operacional é o fio condutor da narrativa rumo a 2030, que vem sendo reiterado em múltiplos comunicados, com ênfase em autossuficiência energética e diligência de processos. Nessa direção, o movimento dá continuidade à estratégia explicitada na eleição de Odivan Cargnin à presidência a partir de 1º de janeiro de 2026, com foco em eficiência energética e metas até 2030, quando a companhia também destacou o uso de debêntures verdes de longo prazo para viabilizar os projetos da Plataforma Gaia.

Do ponto de vista societário e de capital, a permanência no ICO2 também dialoga com a estabilidade do bloco de controle e a disciplina financeira que viabilizam investimentos recorrentes em energia renovável e manejo florestal. A combinação entre liquidez funcional no mercado, programas de recompra com cancelamento e funding alinhado ao perfil dos ativos reduz ruídos de curto prazo e protege a execução de longo prazo. Nesse sentido, a consolidação da base acionária, sem alteração de controle, foi reforçada pela elevação da participação da Irapar em dezembro de 2025, interpretada como continuidade de governança e disciplina de capital. Em conjunto, o novo ciclo no ICO2 aparece não como um fato isolado, mas como a validação de uma estratégia integrada que une governança, estrutura de capital e operação rumo ao 2030.

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