São Paulo, 31 de dezembro de 2025 — A Cyrela aprovou em AGE a criação de “Ações PN Especiais”, a capitalização de reservas de lucros de R$ 2.499.224.000 para bonificar 72.800.000 novas PN Especiais e a elevação do capital social de R$ 3.685.000.000 para R$ 6.184.224.000. As PN Especiais são preferenciais de classe especial, nominativas, escriturais, sem valor nominal, conversíveis em ON e resgatáveis, com direito de voto, amparadas por tratamento excepcional da B3 até 31/12/2028 que preserva o princípio “one share, one vote”. A reforma e consolidação do Estatuto atualizou o art. 5º (capital) e incluiu dispositivos no art. 8º para disciplinar direitos, características e limitações da nova classe. Este marco conclui a engenharia societária apresentada na convocação da AGE de 31/12 para criar Ações PN Especiais e capitalizar R$ 2,499 bilhões.
O movimento dá continuidade aos Fatos Relevantes de 10 e 17/12 e só se tornou exequível após a sinalização regulatória que compatibilizou a operação com o Novo Mercado. Na prática, a companhia viabiliza uma bonificação pro rata sem saída de caixa, reforça o patrimônio líquido, mantém equivalência econômica com as ON e cria opcionalidade de conversão ou resgate até 2028, enquanto atualiza a governança no Estatuto. Essa previsibilidade deriva da dispensa excepcional da B3 que autorizou, em caráter temporário, a emissão e manutenção de PN Especiais com voto até 31/12/2028, mitigando assimetrias e preservando a lógica de “uma ação, um voto”.
Na alocação de capital, a deliberação de hoje amplia o mix de retorno ao alternar instrumentos societários não monetários com proventos em dinheiro, sem pressionar a liquidez necessária para obras, lançamentos e reposição de terrenos. A mensagem ao mercado é de previsibilidade e disciplina: fortalecer o patrimônio líquido, devolver valor e preservar capacidade de execução para a janela 2026–2028, com foco nas praças core e em margens sustentáveis. Esse desenho dialoga com os dividendos intermediários de R$ 1 bilhão aprovados em dezembro, que elevaram a cadência de distribuição ancorada na geração de caixa.
Do ponto de vista dos fundamentos, a sustentação econômica dessa bonificação decorre de um ciclo recente de forte geração de caixa, redução de alavancagem e expansão de margens, que ampliou o ROE e o conforto para distribuir sem comprometer o cronograma de obras. Esse pano de fundo ficou claro nos resultados do 3T25, com lucro de R$ 609 milhões, geração de caixa de R$ 423 milhões e queda da alavancagem, que ajudaram a preparar a companhia para decisões de governança e capital mais robustas neste final de 2025 e para a trajetória de 2026–2028.







