Nesta terça-feira, 30 de dezembro de 2025, a Bemobi (BMOB3) concluiu dois movimentos-chave em seu pilar de Pagamentos: sua subsidiária Bemobi Paytech finalizou a aquisição de 50,1% da Paytime, com o pagamento da primeira parcela de R$ 28,1 milhões, e adquiriu 100% da Celer por R$ 8,8 milhões. A Celer, fintech de PaaS, traz um stack tecnológico de gateway e gestão de POS capaz de operar com múltiplos adquirentes, reduzindo custos e acelerando o time-to-market. Esses ativos passam a compor a nova unidade de PaaS da Bemobi e complementam a Bemobi Pay, reforçando cobertura tanto para enterprise quanto para PMEs. O comunicado, do Rio de Janeiro, é assinado por André Pinheiro Veloso, diretor financeiro e de relações com investidores.
O fechamento consolida e dá execução ao que havia sido comunicado uma semana antes, no contrato assinado em 23 de dezembro, que marcou a entrada da Bemobi em PaaS/Embedded Payments via Paytime e o desenho de segmentação entre Paytime (PMEs) e Bemobi PaaS (enterprise). Ao incorporar a Celer, a companhia verticaliza tecnologia crítica (gateway e gestão de POS), habilitando orquestração com diferentes adquirentes, ganho de flexibilidade e menor custo por transação, o que tende a acelerar cross-sell e captura de TPV em clientes corporativos. Além do reforço tecnológico, a integração organiza a esteira comercial do onboarding ao enterprise, elevando barreiras e recorrência.
Do ponto de vista estratégico, o movimento consolida a virada operacional em Pagamentos e SaaS que a Bemobi vinha reportando, em linha com a estratégia de “payments-first” destacada no 3T25, quando Pagamentos Digitais e SaaS ganharam peso no mix e o TPV acelerou. Ao adicionar um stack PaaS próprio (Celer) acoplado à base e à rota de upsell da Paytime, a companhia reforça sua posição upstream em pagamentos embarcados e soluções white label, reduz dependências de terceiros e captura eficiência de margem e de CAC via produtos modulares, como smart checkout e orquestração de Pix/pos.
Em capital alocado, a estrutura com pagamentos escalonados — com a primeira parcela já liquidada e earn-outs/parcelas condicionais previstos no desenho original — preserva caixa e se mantém coerente com a disciplina de retornos, em um ciclo no qual a empresa aprovou uma distribuição robusta de proventos em dezembro de 2025. A combinação de expansão via M&A tático em PaaS e manutenção de payout elevado sugere equilíbrio entre crescimento e remuneração ao acionista, sustentado por governança e transparência na integração, como reforçado pelo RI ao assinar o comunicado.







