A aprovação do resgate compulsório das ações ordinárias em circulação da Serena Energia, a R$ 12,63 por ação (corrigido pela SELIC pro rata desde 18/11 até 19/12), encerra o capítulo final do fechamento de capital e antecipa o término do período de 3 meses para alienação remanescente após o leilão da OPA. O pagamento será efetuado em 19/12/2025, via agentes de custódia (B3) ou pelo escriturador (Itaú), com recomendação expressa para atualização cadastral prévia. Na prática, o resgate zera o free float e consolida a migração regulatória já materializada quando as ações deixaram de ser negociadas, marcando a virada de uma companhia listada para uma estrutura privada com governança concentrada. Esse desfecho está diretamente conectado à conversão do registro para categoria B deferida em 13/11, que, ao retirar os papéis do pregão, pavimentou o rito jurídico para a assembleia de hoje deliberar o resgate das ações remanescentes.
Para execução operacional, a companhia detalhou fluxos e prazos: conferência de dados bancários, canais de atendimento do escriturador e orientações específicas a investidores não residentes (INR). No caso de INR, haverá IRRF sobre eventual ganho (diferença positiva entre valor do resgate e custo médio), exigindo o envio de quantidade de ações, custo médio em reais, documentação comprobatória e jurisdição fiscal até 09/12 às 18h. Ausente a comprovação, o custo será tratado como R$ 0,00 e prevalecerá a jurisdição registrada. Se o crédito não ocorrer por dados desatualizados, os valores ficarão disponíveis para saque por 10 anos, sem atualização adicional. Esse conjunto de procedimentos conclui a etapa inaugurada pelo leilão da OPA que concentrou 96,1% do capital e convocou a AGE para deliberar o resgate, estabelecendo preço referencial e cronograma que agora se materializam no fluxo de pagamento e encerramento do free float.
Estratégicamente, o movimento consolida a narrativa de simplificação societária: reduzir amarras do Novo Mercado, concentrar a base acionária e alinhar governança e alocação de capital a um bloco de controle definido. A trajetória foi construída por marcos encadeados — flexibilizações societárias, formação e posterior escoamento de posições institucionais, recomposição de Conselho — e culmina no resgate, que encerra o ciclo público. Em continuidade, a gestão pode priorizar eficiência societária, previsibilidade de custos e execução operacional, inclusive na agenda de pleitos regulatórios e gestão de contratos de longo prazo. Essa coerência remete ao início da virada, quando o Conselho emitiu o parecer favorável à OPA em 17/10, sinalizando ao mercado a direção estratégica que hoje se conclui com o fechamento do capital econômico e a migração definitiva para a categoria B.







