Em 21 de novembro de 2025, a Gafisa (GFSA3) esclareceu à CVM e à B3 que não possui relação comercial ou operação financeira relevante com o Banco Master, hoje em liquidação extrajudicial. A companhia afirmou não deter investimentos em títulos do grupo (como CDB), manter apenas contas correntes simples sem saldo ou movimentação, e que o Banco Master detém posição inferior a 1% do capital social. A resposta atende ao Ofício nº 317/2025/CVM/SEP/GEA-1, motivado por notícia do Valor, e sustenta que o tema não configura fato relevante à luz da Resolução CVM 44/21.
O movimento dá continuidade ao padrão de governança e comunicação tempestiva da Gafisa. Ao qualificar o alcance do tema e explicitar sua irrelevância financeira e societária, a empresa reforça a prática de reduzir ruídos regulatórios com precisão técnica — a mesma diretriz vista no ajuste técnico do Limite de Subscrição Proporcional da oferta prioritária, feito a pedido da B3 e divulgado nos termos da CVM 44, quando detalhou parâmetros para preservar equidade entre investidores. Em ambos os casos, a narrativa é de zelo operacional e aderência regulatória para proteger direitos, prazos e a formação de preço.
Além disso, a ênfase de que o Banco Master detém menos de 1% do capital se alinha à recomposição de base que a Gafisa vem reportando desde o fim do 3º trimestre, com investidores institucionais calibrando posições abaixo de marcos regulatórios. Exemplo recente é a redução da MAM Asset para 4,62% do capital, comunicada nos termos da CVM 44, sinalizando um acionariado mais distribuído e sem pretensão de influência. Essa dinâmica de pulverização ajuda a explicar por que participações marginais como a do Master não alteram a tese, nem impõem eventos societários materiais — ao contrário, reforçam a estabilidade do book e diminuem o risco de volatilidade técnica.
Por fim, a inexistência de exposição financeira ao Master é coerente com a arquitetura de funding que a companhia vem executando no semestre: capital imediato via subscrição privada, opcionalidade de equity por bônus e dívida produtiva lastreada em obras. Esse trilho foi reforçado pelo aumento de capital aprovado em 18/11 a R$ 5,23 por ação, com direito de preferência, que, somado às debêntures com bônus e ao calendário de homologações, dá previsibilidade ao caixa e dissocia o financiamento do negócio de relações bancárias não essenciais. Em síntese, a resposta ao Ofício apenas formaliza que a liquidação do Master não altera a execução operacional, a política de comunicação ou a estratégia de capital da Gafisa.







