Serena Energia (SRNA3) informou em 19/11/2025 que a SPX Gestão de Recursos comunicou a alienação total de sua participação em ações ordinárias da companhia, em observância ao art. 157, §4º, da Lei 6.404 e à Resolução CVM 44. No anexo, a gestora declarou inexistirem acordos de voto ou de compra e venda envolvendo os fundos, e o comunicado foi assinado por Andrea Sztajn, diretora financeira e de RI. O movimento ocorre na esteira da conclusão do leilão da OPA, que levou a ofertante a deter 96,1% do capital e abriu o Período de Aquisições Supervenientes, contexto em que investidores institucionais tendem a ajustar ou zerar posições.
Do ponto de vista regulatório, a decisão é coerente com a conversão do registro para categoria B e a saída do Novo Mercado com as ações deixando de ser negociadas ao fim do pregão de 13/11. Com a janela superveniente ainda aberta e AGE convocada para deliberar o resgate compulsório, é comum que a liquidez passe a se dar por mecanismos junto ao escriturador e que a base acionária se concentre no bloco controlador, reduzindo o free float e encerrando a fase de transição societária.
Além disso, a saída da SPX confirma um padrão já observado no mês: a redução quase total da posição da Dynamo em 05/11, sinalizando o escoamento de participações relevantes na reta final do fechamento de capital. Em perspectiva histórica, registre-se que, ainda no 2º semestre, a SPX havia elevado sua participação para 10,05%, compondo a base institucional que deu previsibilidade à reorganização; a alienação atual encerra esse ciclo e consolida a governança concentrada esperada para a nova estrutura societária.







