A Track & Field encerrou o 3T25 com aceleração ampla: lucro líquido ajustado de R$ 35 milhões (+30% a/a; margem de 13,0%), receita líquida de R$ 268,5 milhões (+31,4%), sell out consolidado de R$ 441,7 milhões (+28,3%) e SSS de +22,8%. O EBITDA ajustado somou R$ 51,3 milhões (+27,8%), com margem de 19,1% (-0,6 p.p.), enquanto o lucro líquido totalizou R$ 29,9 milhões (margem de 11,1%). Mesmo com resultado financeiro negativo de R$ 8,5 milhões, a companhia seguiu desalavancada, com caixa líquido de R$ 20,7 milhões, equivalentes de caixa de R$ 108,8 milhões e fluxo de caixa operacional positivo de R$ 17,2 milhões; as despesas operacionais ajustadas caíram para 33,6% da receita (-2,2 p.p.).
Este desempenho dá continuidade ao playbook de crescimento com disciplina financeira e reforça a previsibilidade necessária à remuneração ao acionista: dois meses antes, a empresa havia anunciado a distribuição de JCP aprovada em 22 de setembro de 2025, sustentada por geração de caixa e estrutura de capital leve. A tração do 3T25 — combinando expansão de receita, SSS forte e custos sob controle — serve de lastro para essa política ao manter a conversão operacional em caixa e o perfil de baixo endividamento.
Operacionalmente, o trimestre foi puxado por franquias (sell-in de R$ 90,1 milhões, +55,2% a/a), varejo próprio (R$ 120,1 milhões, +24,1%) e royalties (R$ 45,5 milhões, +31,2%). A expansão e maturação da rede seguiram firmes: 12 novas franquias, 417 lojas ao fim de setembro (362 franquias e 55 próprias, incluindo 13 outlets), 17 reformas no trimestre e 55% da base já com o novo layout — com meta de ~60% até o fim do ano. O NPS em 81 pontos indica consistência da experiência, elemento crítico para sustentar SSS e monetização de marca.
No digital, o e-commerce captado atingiu R$ 48,1 milhões (+33,8%) e já representa 10,9% do sell out, com 72% via ship from store. A vitrine infinita operou em 378 lojas (12,4% do sell out digital) e as vendas influenciadas avançaram 17,3%, respondendo por 38,5% do sell out total — sinal de um ecossistema omnicanal integrado, que amplia sortimento, reduz rupturas e dilui custos de aquisição ao alavancar tráfego das lojas físicas.
Nos adjacentes, a TFSports superou 1,1 milhão de usuários (+46,8% a/a), realizou 1.154 eventos no trimestre e mantém 8,8 mil treinadores cadastrados; já o TFC Food & Market cresceu 58% em vendas e 36% em clientes. Houve impacto tributário na TFSports (-11,1% a/a) pelo término do PERSE e retomada de PIS/COFINS, mas a força do core (franquias, varejo próprio e royalties) preservou escala e mitigou pressão sobre margens.
A internacionalização avançou com a segunda loja em Portugal (Oeiras) e previsão da terceira em Cascais no 4T25, em linha com uma estratégia test-and-learn que prioriza rentabilização de marca, sofisticação omnicanal e capital leve. A administração encerra o trimestre com convicção do direcionamento estratégico, apoiada por crescimento orgânico, rede em reforma acelerada, digital mais penetrante e disciplina financeira — combinação que sustenta tanto a expansão quanto a consistência na geração de caixa.







