A Simpar (SIMH3) reportou no 3T25 EBITDA ajustado recorde de R$ 3,1 bilhões e margem de 27,5%, apesar do prejuízo líquido ajustado de R$ 119,3 milhões, pressionado pelo custo financeiro em um trimestre com Selic média de 15% a.a. A receita de serviços avançou para R$ 9,136 bilhões (vs. R$ 8,432 bilhões no 3T24), enquanto a venda de ativos foi de R$ 2,150 bilhões. A produtividade seguiu em alta: o EBITDA por colaborador em 12 meses subiu para R$ 207 mil (vs. R$ 167 mil no 3T24 UDM).
Do lado financeiro, o capex líquido caiu 39,6% a/a para R$ 1,1 bilhão, elevando o indicador EBITDA/Capex anualizado (9M25) a 2,4x. A alavancagem recuou para 3,5x (3,7x no 3T24), com R$ 13,9 bilhões em liquidez e captações de R$ 4,8 bilhões a CDI + 2,2% e prazo médio de 5,2 anos. A venda de 100% da Ciclus Rio por R$ 1,1 bilhão (pendente de condições precedentes) e a geração de caixa antes do crescimento de R$ 3,1 bilhões sustentam a tese de fortalecimento do balanço delineada no comunicado de 28/09/2025 que negou megacapitalização e priorizou geração de caixa, redução de capex, alongamento de dívida e reciclagem de ativos. Em outras palavras, o trimestre entrega eficiência com menor investimento, alonga passivos e monetiza ativos intensivos, atenuando os efeitos do juro alto sobre o resultado líquido e preparando terreno para a desalavancagem orgânica. Na holding, o caixa de R$ 2,9 bilhões e a cobertura de curto prazo de 16,4x reforçam amortecedores de liquidez.
Operacionalmente, o grupo refinou sua plataforma: a JSL criou as unidades INTRALOG, JSL e JSL DIGITAL; a Movida atingiu yield recorde de 4,3% em RAC e manteve o volume de seminovos; a Vamos preservou ocupação de 85,8%, TIR de 21,7% e yield médio de 2,8% ao mês; e a Automob reconheceu impairment de R$ 105 milhões para acelerar a venda de máquinas agrícolas. O ROIC produtivo ex-BBC subiu para 13,9% (+1,5 p.p. a/a), sinal de que a disciplina de capital vem se traduzindo em retorno. Essa coerência operacional e financeira dialoga com a transição de liderança na JSL a partir de 2026, com o CFO assumindo o cargo de CEO e reforçando a integração entre finanças, RI e execução, sugerindo continuidade na agenda de eficiência, portfólio ativo e crescimento seletivo no próximo ciclo.







