A Enjoei (ENJU3) reportou no 3T25 prejuízo consolidado de R$ 2,459 milhões, receita líquida de R$ 70,1 milhões (+2,9% a/a; +2,0% t/t) e EBITDA ajustado de R$ 5,9 milhões — o maior da história da companhia. O lucro bruto somou R$ 39,5 milhões, com margem bruta de 56,4% (+2,1 p.p. t/t; -0,8 p.p. a/a). O GMV consolidado foi de R$ 411,1 milhões (estável t/t; -1,8% a/a) e a net take rate atingiu 19,4% (+0,7 p.p. t/t; +1,2 p.p. a/a). As despesas publicitárias foram de R$ 12,2 milhões (17,4% da receita líquida). Foram 2,25 milhões de itens transacionados, 2,1 milhões de compradores ativos e alta de 13,8% a/a em vendedores ativos. No caixa, a posição ao fim do trimestre foi de R$ 209,6 milhões, com geração de R$ 10,9 milhões no período, FCO de R$ 16,8 milhões e investimentos em queda de 35% a/a.

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No operacional, a companhia lançou o Enjupay — passando a atuar como subadquirente com certificação PCI DSS nível 1, políticas de PLD e KYC reforçadas — para reduzir MDR e custos de antecipação, melhorar aprovação no checkout e concentrar a gestão de recebíveis. Também concluiu o rollout de um assistente de atendimento com IA generativa (–18% de demanda manual; +70% no CSAT). Esses vetores, somados ao ganho de monetização via take rate, reforçam a virada de eficiência e liquidez, especialmente no contexto do ofício da B3 que exigiu um plano para enquadrar ENJU3 acima de R$ 1,00 até 30/04/2026, inclusive com a alternativa de grupamento de ações. Ao sustentar EBITDA recorde, geração de caixa e disciplina de marketing, a Enjoei busca construir uma trajetória orgânica para melhorar percepção de risco e preço, reduzindo a necessidade de soluções meramente nominais. No Elo7, a nova identidade e ferramentas comerciais sustentaram GMV de R$ 86,7 milhões no trimestre.

Na frente de alocação de capital, a posição total de liquidez de R$ 241,5 milhões dialoga com a simplificação do portfólio e foco no core. Esse movimento dá sequência à venda de 25% da Cresci e Perdi por R$ 36,2 milhões, sinalizando disciplina de capital e simplificação do portfólio, concluída em 10/10/2025 e com reflexo contábil esperado no 4T25. Em síntese, o 3T25 marca a consolidação de um playbook de eficiência (monetização, stack de pagamentos próprio e automação de atendimento) ancorado em geração de caixa e governança — pilares que suportam a estabilização do GMV, avanços de conversão e a continuidade da estratégia omnichannel em 2026.

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