No 3T25, a Wiz Co reportou lucro líquido de R$ 101,7 mi (+14,9% a/a), receita líquida ex comissões de R$ 289,5 mi (+9,1% a/a) e EBITDA de R$ 194,3 mi (+3,6% a/a). A margem líquida avançou para 35,1%, enquanto a margem EBITDA ficou em 67,1% (-3,6 p.p.). Em base sequencial, o lucro superou o 2T25 (R$ 93,2 mi). O motor veio de Seguros (receita R$ 185,6 mi, +22,7% a/a; EBITDA R$ 146,6 mi, +13,0% a/a), compensando pressões em Crédito e Consórcios e em Serviços. O trimestre gerou R$ 126,4 mi de caixa operacional; após capex de R$ 7,3 mi, dividendos de R$ 123,8 mi e financiamentos, o caixa consolidado encerrou em R$ 294,3 mi.
Operacionalmente, o destaque foi a expansão comercial suportada por parcerias e capilaridade: a companhia reiterou a parceria com o Banrisul, de 60 meses, para distribuição via correspondentes no RS — movimento que dá continuidade ao contrato de 60 meses com o Banrisul para distribuição via correspondentes no Rio Grande do Sul. Esse eixo ajuda a explicar a aceleração em Seguros e o alcance de quase R$ 3 bilhões em prêmio emitido nos nove meses, além de abrir espaço para cross-sell impulsionado pelo Wiz Pro e pelo avanço de unidades regionais. Na controladora, mesmo com queda anual em Crédito e Consórcios, houve contribuição de Promotiva e Wiz Parceiros; essa frente foi preparada pela aquisição da Promo pela OpenX, com pagamento condicionado ao uso dos ativos, que fortalece originação, ativação e recorrência comercial com assimetria de caixa favorável.
Os números também evidenciam disciplina financeira: depreciação, amortização e impairment caíram 28% a/a, enquanto a alíquota efetiva ficou em 33,2%. Apesar do resultado financeiro negativo, a geração de caixa sustentou dividendos e preservou liquidez. Para simplificar a estrutura e concentrar capital nas alavancas que mais escalam (seguros, crédito e consórcios), a companhia executou um passo adicional fora do período do trimestre, alinhado ao playbook de eficiência: a venda da Wiz Concept para a Integra, reforçando foco, governança e busca por margens mais altas deve produzir efeitos a partir dos próximos trimestres, reduzindo complexidade operacional e potencialmente beneficiando margens.







