Em 31 de outubro de 2025, a Wiz Co (WIZC3) comunicou que a OpenX, sua controlada, celebrou contrato para adquirir 100% da Promo, hoje da Integra, por até R$ 40 milhões. O desenho financeiro combina R$ 3 milhões à vista no fechamento e até R$ 37 milhões em cinco parcelas anuais a partir de 31 de agosto de 2031, condicionadas ao uso efetivo dos Ativos nas operações da Promotiva — ou seja, sem desembolso variável se não houver utilização. Por se tratar de transação entre partes relacionadas (Resolução CVM 80), o Conselho de Administração da Wiz Co aprovou a operação com parecer favorável do Comitê de Auditoria; conselheiros com vínculos com a Integra se abstiveram, e a negociação foi conduzida de forma independente pelo sócio que detém 60% da Wiz Corporate. A estrutura inclui declarações e garantias, caixa para contingências, hipóteses de indenização e mecanismos de compensação, enquanto o preço (cerca de 55% dos ativos contabilizados a serem aproveitados) foi considerado atrativo pela gestão da OpenX.
Estratégicamente, a compra consolida o playbook de expansão comercial e monetização de canais proprietários e parceiros, ao adicionar ativos de promoção que podem acelerar originação, ativação e cross-sell nos fluxos já estabelecidos pela companhia. Esse movimento dá continuidade à avenida de crescimento aberta pelo contrato de 60 meses com o Banrisul para distribuição via correspondentes no RS, que ampliou a capilaridade e o sortimento de produtos (crédito, consórcios e seguros massificados), criando demanda por soluções que melhorem conversão e recorrência comercial — exatamente o tipo de alavanca que os Ativos da Promo tendem a reforçar na Promotiva.
Do ponto de vista de alocação de capital, a estrutura de pagamento essencialmente condicionada a desempenho futuro e o robusto pacote de proteções (declarações, garantias, caixa para contingências e compensações) preservam a assimetria a favor da OpenX, aderindo à disciplina financeira que a companhia vem enfatizando em 2025. Em paralelo, a governança reforçada na condução da transação entre partes relacionadas — com independência negocial, abstenções e revisão por assessores especializados — mitiga riscos e sustenta a tese de crescimento por parcerias e M&As seletivos, orientados a capturar sinergias operacionais reais antes de comprometer caixa adicional.







