O IRB Brasil (IRBR3) publicou, em 6/11/2025, a versão 001 de sua Política de Gestão Ambiental e Climática, com vigência a partir de 5/11 e aprovada na 339ª RCA. O documento consolida diretrizes para inventário anual de emissões de GEE (Escopos 1, 2 e 3) com verificação independente, compromisso de Net Zero e padrões de relacionamento com fornecedores baseados em economia circular, certificações e respeito a direitos humanos, prevendo due diligence e possibilidade de encerramento de contratos em caso de violações. A política vale para todas as operações, no Brasil e no exterior, e integra a Política ASG da companhia, com foco em eficiência hídrica e energética, gestão de resíduos, apoio à restauração ecológica e conservação de biodiversidade, além de planos de resiliência climática conectados ao Plano de Continuidade de Negócios.

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Ao incorporar riscos físicos e de transição climática ao ERM e definir governança clara — Conselho aprova e monitora; Comitê de Pessoas recomenda; Diretoria Estatutária integra a política à estratégia com metas de redução de GEE, priorizando deslocamentos corporativos —, o IRB adiciona uma camada ESG à disciplina operacional do pós-turnaround. Essa evolução dialoga com a leitura das agências de rating sobre robustez de capital e previsibilidade de resultados, evidenciada no upgrade da S&P para brAAA em setembro de 2025, e tende a fortalecer a percepção de gerenciamento de riscos, inclusive no relacionamento com contrapartes e retrocessionários, ao transformar compromissos ambientais em controles e métricas auditáveis dentro do ciclo de planejamento.

A distribuição de responsabilidades e a vinculação da agenda climática a metas progressivas reforçam o alinhamento de longo prazo entre executivos e acionistas. Na prática, a integração de objetivos de descarbonização ao planejamento e à execução operacional conversa com a arquitetura de incentivos focada em perenidade, prudência técnica e retenção de talentos, reduzindo a tentação de decisões orientadas a volume. É a mesma lógica de coerência entre governança, métricas e criação de valor estruturada no plano de incentivos atrelados a ações detalhado em 24/10/2025, agora expandida para abarcar metas de emissões (com ênfase em Escopos 1 e 2 no curto prazo e incorporação gradual do Escopo 3 na cadeia de fornecedores).

No eixo de transparência, a política prevê engajamento de colaboradores e stakeholders, sensibilização contínua e reporte sistemático de avanços e desafios no site institucional, com reavaliação ao menos bienal para refletir mudanças regulatórias. Esse compromisso com comunicação proativa e previsibilidade de disclosure mantém a consistência do IRB em governança e relacionamento com o mercado, em linha com o calendário e período de silêncio do 3T25, e tende a reduzir assimetrias informacionais antes de marcos de resultado. Em síntese, o novo marco ambiental e climático consolida a estratégia de fortalecer controles, conectar incentivos a metas mensuráveis e tornar a agenda ASG um vetor explícito de gestão de risco, eficiência operacional e confiança das contrapartes.

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