Nesta terça-feira, 7 de outubro de 2025, a MRV Engenharia e Participações (MRVE3) divulgou a prévia operacional do 3T25 com geração de caixa ajustada de R$ 30 mi na MRV Incorporação (MRV + Sensia), afetada por um descasamento temporal de R$ 93 mi decorrente de atrasos em repasses de programas regionais; sem esse efeito, a geração de caixa teria sido de R$ 123 mi.

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A companhia informou que terminou o trimestre com 1.400 unidades não repassadas a mais que no 2T25, o que impactou a geração de caixa e a venda líquida reportada. Segundo o documento, "Se isso não tivesse ocorrido, as vendas do 3T25 seriam similares às do 2T25".

Nos repasses, o montante retido na Conta Transitória da CEF, em função de mudança de critério de pagamento, aumentou R$ 31 mi ante o trimestre anterior. Além disso, "Repasses não efetivados: cheques regionais" foram equivalentes a uma geração de caixa de R$ 93 mi, reforçando o "descasamento produção x repasse". A companhia destacou que "A margem bruta atual da companhia já garante que a operação gere caixa".

Na operação Luggo (multi family no Brasil), a MRV manteve investimentos em três projetos no 3T25. O Luggo Pampulha, em Belo Horizonte (MG), está 100% concluído, com 118 unidades e VGV de R$ 51 mi; o Luggo Samambaia do Sul, em Brasília (DF), também 100% concluído, com 200 unidades e VGV de R$ 65 mi; e o Luggo Mauá, no centro do Rio de Janeiro (RJ), 98,9% concluído, com 119 unidades e VGV de R$ 69 mi. O Luggo Pampulha apresenta boa velocidade de locação, enquanto Samambaia e Mauá têm início de locação previsto para novembro de 2025.

Na Resia (operação nos EUA), a empresa reportou boa velocidade de locação, indicando que os projetos estarão aptos para venda dentro do planejamento de 2025 e 2026. O empreendimento Tributary encontra-se estabilizado e já teve seu processo de venda iniciado. No plano de desinvestimento até 2026, a companhia indica venda de ativos de aproximadamente US$ 800 mi, dos quais cerca de US$ 149 mi já foram vendidos.

Os números da MRV Incorporação desconsideram os dados do programa Pode Entrar. Como próximos passos, a MRV cita o início de locação dos projetos Luggo Samambaia e Luggo Mauá em novembro de 2025 e a continuidade do plano de desinvestimento da Resia até 2026.

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