A Petz (PETZ3) detalhou avanço consistente de eficiência no 1S25: receita bruta de R$2,073 bilhões (+8,2% a/a), margem EBITDA ajustada de 6,7% (+40 bps), LTM de R$4,1 bilhões, lucro líquido ajustado de R$64,2 milhões e margem bruta de 39,1%. Este resultado consolida a virada operacional iniciada no 3T24 e reforçada pela normalização logística e expansão de margem evidenciadas no 2T25, quando a companhia voltou a capturar ganhos de produtividade, controle de despesas e aceleração de marcas próprias.
No semestre, a geração de caixa operacional passou a cobrir os investimentos após um período prolongado de consumo, sinalizando disciplina de capital em paralelo à queda de 23% a/a no capex (R$62,8 milhões) focado em lojas, hospitais, tecnologia e digital. A execução omnichannel permaneceu como alavanca estrutural: 93% das vendas integradas, cliente omni consumindo 2,5x o monocliente e 96% das entregas Ship from Store em até 1 dia útil, com churn no mínimo histórico e 559 mil assinantes (+13% a/a). A desaceleração no ritmo de aberturas prioriza maturação de 262 lojas e 130 Centros Veterinários Seres, enquanto marcas próprias ganharam relevância (participação de 12,5% e +43% a/a no 2T25), ajudadas por reajustes de fornecedores após a inflação quase zero de 2024, aliviando pressão de rentabilidade.
Do ponto de vista estratégico, a companhia vê um 2S25 promissor apoiado em caixa sólido, baixo endividamento e plataforma omnichannel escalável. A consumação do acordo de associação de 2024 segue condicionada ao CADE, em linha com o rito regulatório já sinalizado. Em governança e percepção de risco, a entrada da XP como acionista relevante em julho/25 funcionou como voto de confiança institucional na trajetória de eficiência e no potencial de consolidação setorial, reforçando a tese de continuidade dos ganhos operacionais observados desde a normalização logística e a expansão das iniciativas digitais.







