Em 22 de agosto de 2025, a BR Partners informou que, a partir de 1º de setembro de 2025, a BTG Pactual Serviços Financeiros S/A DTVM assumirá a escrituração das ações, em substituição à Itaú Corretora de Valores S.A. A companhia ressaltou que a negociação de BRBI11 na B3 segue inalterada e que os direitos dos acionistas permanecem os mesmos, inclusive quanto a dividendos e demais eventos de capital. Durante a transição, haverá suspensão de atendimento no antigo escriturador de 25 a 29 de agosto (posições, transferências fora de bolsa, transferência de custódia, atualizações cadastrais e gravames). Bloqueios de ordens de transferência já efetuados serão migrados ao BTG e seguirão válidos até o vencimento. O novo canal de atendimento escritural será o e-mail escrituracao.acao@btgpactual.com, e a orientação é manter os dados cadastrais atualizados.

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Do ponto de vista operacional, a migração é uma troca de backoffice que preserva a negociação e os direitos. A BR Partners detalhou janela de suspensão para ajustes cadastrais e transferências, reforçando que pagamentos continuarão a ser creditados na mesma conta. A coerência desse fluxo fica clara quando lembramos os dividendos recentes: os dividendos intercalares do 2º trimestre de 2025, creditados via Itaú Corretora ilustraram como a companhia vem executando eventos de remuneração com previsibilidade; a partir de 1º de setembro, o mesmo processo passará a ser operado pelo BTG Pactual, sem alterar critérios de elegibilidade, prazos usuais de liquidação ou canais na B3, apenas o escriturador e os pontos de contato do atendimento escritural.

Em termos estratégicos, a troca de escriturador reforça a agenda de acesso a mercados e governança. Este movimento dá continuidade à internacionalização da base de investidores, inaugurada com o programa de ADR Nível II aprovado em julho, ao alinhar processos de comunicação com investidores, conciliação de posições e execução de eventos corporativos a um padrão compatível com a presença simultânea no Brasil e no exterior. Ao fortalecer a infraestrutura de capital, a companhia sustenta uma narrativa de continuidade e previsibilidade em seu relacionamento com acionistas locais e estrangeiros, potencialmente reduzindo fricções operacionais em futuras distribuições e ampliando a atratividade do papel.

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