Nesta terça-feira, 19 de agosto de 2025, a Valid (VLID3) informou que pagará, em 30 de setembro de 2025, a terceira parcela dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) referentes ao montante de R$ 0,393877310 por ação, originalmente dividido em quatro parcelas iguais. Terão direito os acionistas posicionados em 13 de março de 2025; a liquidação ocorrerá via B3 para quem tem custódia na bolsa e, para os demais, pelo Itaú Unibanco, na condição de escriturador. A comunicação reforça o aviso inicial feito em 18 de fevereiro e é assinada pelo diretor financeiro e de RI, Olavo Vaz.

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O movimento dá continuidade à política de remuneração e ao cronograma de JCP em 2025, apoiados pelo financiamento de R$ 150 milhões com a FINEP e a manutenção do cronograma de JCP em 2025. Ao alongar o perfil da dívida em condições favoráveis, a companhia preserva liquidez para P&D e aceleração do Governo Digital sem abrir mão da previsibilidade de retorno ao acionista. Esse encaixe entre funding de longo prazo e compromisso de distribuição tem sido peça central da reprecificação de risco e da narrativa de capital allocation da Valid, dando lastro para sustentar pagamentos recorrentes enquanto executa o plano estratégico.

Do lado operacional, a distribuição anunciada se sustenta na melhora do mix e margens, com maior contribuição de soluções digitais e escaláveis. A vertical de novos negócios ganhou relevância, refletindo avanço de Governo Digital, Onboarding e Mobile, o que ajuda a amortecer a volatilidade do segmento de pagamentos e sustentar geração de caixa. Esse vetor ficou claro com o crescimento de 50% nos Novos Negócios no 2T25, quando passaram a responder por parcela relevante do EBITDA, indicando que a companhia consegue equilibrar reinvestimento e remuneração aos acionistas mesmo em um período de transformação do portfólio.

No campo de governança, a previsibilidade na remuneração também deriva da redução de incertezas legais e reputacionais. A empresa encerrou passivos legados e reforçou compliance, movimento que contribui para custo de capital menor e maior liberdade para alocar recursos entre inovação e dividendos. Nesse sentido, o TCC com o CADE encerrando condutas anteriores a 2019 marcou a virada de página, eliminando ruídos históricos e alinhando a estratégia de portfólio. Com funding adequado, foco em verticais de maior valor e comunicação ativa com o mercado, a Valid fortalece uma trajetória de retornos mais previsíveis.

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