Nesta segunda-feira, 18 de agosto de 2025, a Bemobi (BMOB3) comunicou, em Fato Relevante, a substituição do formador de mercado. O termo de distrato com o UBS Próprio FIM CP, sucessor do Credit Suisse (Brasil) S.A. CTVM, terá término em 29 de agosto de 2025. A partir de 1º de setembro de 2025, a função passa a ser exercida pela Itaú Corretora de Valores S.A., para as ações ordinárias na B3, com contrato de 12 meses, possibilidade de prorrogação e rescisão a qualquer tempo, sem ônus, mediante aviso prévio de 30 dias. O objetivo declarado é dar continuidade ao fomento da liquidez dos papéis. O documento é assinado por André Pinheiro Veloso, Diretor Financeiro e de RI.
O movimento se alinha à agenda de mercado de capitais da companhia, voltada a liquidez e criação de valor por ação, e reforça a execução do 6º Programa de Recompra de Ações aprovado em 14/08/2025. Ao escolher o Itaú como market maker, a Bemobi sincroniza a presença do banco — já listado entre as corretoras intermediadoras do programa — com um mecanismo que tende a estreitar spreads, aumentar a profundidade do book e reduzir custos de transação. Essa combinação favorece compras táticas, entregas do LTIP e eventual cancelamento de ações, além de apoiar a estabilidade operacional do programa ao longo do horizonte de 18 meses, dado que o contrato de 12 meses cobre boa parte desse período e dá previsibilidade ao investidor.
No pilar de remuneração ao acionista, a decisão também conversa com o calendário e a previsibilidade de proventos, como o pagamento de R$ 30 milhões em JCP em 26/08/2025. Um formador de mercado atuante contribui para a formação de preços em janelas de virada para ex-provento e em realocações de carteiras, mitigando volatilidade técnica. Isso melhora a execução de recompras em momentos oportunos, mecanismo que pode elevar o valor por ação do JCP sem alterar o montante total distribuído, conforme já sinalizado pela administração. Com maior liquidez e menor slippage, a companhia também amplia o alcance junto a investidores institucionais e reforça a ancoragem do free float, elementos relevantes para sustentar a narrativa de longo prazo.
Por fim, a troca de formador de mercado dá continuidade à estratégia comunicada nos resultados do 2T25, quando a Bemobi apresentou nova política de dividendos e guidance de lucro mínimo de R$ 100 milhões. Em paralelo à geração de caixa e ao reforço de flexibilidade com linhas de longo prazo, a medida adiciona um componente tático de liquidez ao ecossistema de capital alocado entre crescimento orgânico, M&As e proventos. A cláusula de rescisão sem ônus e com aviso de 30 dias preserva a capacidade de ajuste fino dessa engrenagem, mantendo a disciplina de execução e a coerência da estratégia de relacionamento com o mercado.







