Nesta quinta-feira, 14 de agosto de 2025, a Serena Energia (SRNA3) reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 60,6 milhões no 2T25. O EBITDA ajustado somou R$ 421,6 milhões e o Lucro Bruto de Energia ajustado atingiu R$ 588,5 milhões, com produção de 2.365,2 GWh e Lucro Bruto Unitário de R$ 249,7/MWh.

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O prejuízo líquido ajustado melhorou R$ 37 milhões na comparação anual, ante -R$ 97,6 milhões no 2T24. Segundo a companhia, o Lucro Bruto de Energia no trimestre ficou "aproximadamente R$ 82 milhões acima do mesmo trimestre do ano passado" — e R$ 114 milhões acima se excluídos R$ 32 milhões de eventos não recorrentes de 2T24.

Nos indicadores operacionais e financeiros, a produção avançou 2% a/a, o lucro caixa foi de R$ 111,4 milhões e a plataforma de energia registrou R$ 70 milhões de lucro bruto. O Fluxo de Caixa Recorrente ajustado alcançou R$ 375,5 milhões. A posição de caixa ajustada ficou em R$ 1,52 bilhão (-17% t/t e -10% a/a) e a dívida líquida ajustada em R$ 8,61 bilhões (+1% t/t e -1% a/a), com alavancagem Dívida Líquida/EBITDA da Serena Geração de 3,3x (covenant de 4,5x).

O trimestre foi marcado por curtailment: a perda de energia representou 10,7% (261 GWh), com correspondente perda de Lucro Bruto de 7,3% (R$ 33,2 milhões). De acordo com a metodologia vigente, houve provisão de reembolso do ONS de 30 GWh (~R$ 4,3 milhões), levando a impacto líquido de 231 GWh. A disponibilidade do portfólio foi de 94% (ajustada: 96%) e o Cluster Delta se destacou com alta de 66,4% na produção a/a. A companhia também reportou que "mesmo diante de eventos não recorrentes de indisponibilidade de transmissão no 1T25 (impacto de R$ 33,7 milhões), o EBITDA consolidado do primeiro semestre alcançou R$ 732 milhões".

No mercado dos EUA, a empresa decidiu migrar o projeto Goodnight 1 para uma estrutura contratada, apoiada por preços de longo prazo mais altos. A medida "deve gerar um impacto negativo de US$ 10 milhões em 2025 (50% no primeiro semestre), compensados no longo prazo por novos PPAs que entraram em vigor em junho" e reduzir a exposição à volatilidade de curto prazo.

Em desenvolvimento no Brasil, a geração distribuída avançou: 33 usinas já conectadas (86,4 MW) até julho de 2025 e 5 usinas (12,5 MW) aguardando conexão. O CAPEX investido na iniciativa somou R$ 440 milhões (participação Serena), com expectativa de EBITDA de R$ 75 milhões a R$ 85 milhões no primeiro ano completo (Full COD em 2025). A empresa afirmou: "Seguimos firmes na defesa dos nossos direitos contratuais e confiantes de que, em última instância, asseguraremos compensações adequadas pelos cortes promovidos nos últimos anos".

No âmbito societário, a operação de fechamento de capital evoluiu no trimestre: em 26 de junho, os acionistas aprovaram em AGE a dispensa da cláusula de poison pill, com 99,4% dos votos e quórum de 81,0%. "A conclusão da transação segue sujeita às aprovações regulatórias usuais, incluindo consentimentos de credores dos financiamentos de longo prazo." A conferência de resultados está prevista para 15/08 às 11:00 (BRT).

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