A Dexco (DXCO3) registrou lucro líquido recorrente de R$ 29,9 milhões no segundo trimestre de 2025, uma queda expressiva de 71,5% em relação aos R$ 105,1 milhões do mesmo período de 2024. Apesar da retração no resultado líquido, o EBITDA Ajustado e Recorrente cresceu 17,6%, atingindo R$ 442,6 milhões com margem de 20,9%.

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A receita líquida consolidada totalizou R$ 2.121,7 milhões no trimestre, avanço de 6,3% versus 2T24, sustentada principalmente pelo desempenho robusto da Divisão Madeira. A companhia mantém valor de mercado de R$ 4.595,0 milhões, com ações negociadas a R$ 5,67 no fechamento do período.

A Divisão Madeira se destacou com EBITDA de R$ 427,9 milhões e margem de 29,9%, crescimento de 34,3% anual impulsionado pela rentabilização do negócio de painéis e realização de negócios florestais. O volume expedido foi de 752,6 mil m³, praticamente estável (+0,4%) frente ao 2T24, mantendo altos níveis de utilização da capacidade produtiva.

Nas operações de acabamentos, a Divisão de Metais e Louças registrou EBITDA de R$ 8,6 milhões com margem de 1,8%, resultado que se beneficiou das medidas de otimização industrial anunciadas em julho, incluindo o fechamento da fábrica de João Pessoa e concentração das operações no Nordeste. A estratégia de reestruturação começa a mostrar os primeiros sinais de melhoria operacional na divisão que historicamente apresentava margens desafiadoras.

Revestimentos apresentou R$ 6,1 milhões de EBITDA, refletindo os desafios persistentes do setor com alta ociosidade e pressão competitiva. A divisão ainda colhe os frutos dos ajustes realizados com a suspensão temporária de parte das linhas de produção no Sul do país, movimento que visa adequar a produção à demanda atual em meio ao cenário desafiador do setor de construção civil.

A LD Celulose, joint venture da qual a Dexco detém 49%, manteve performance sólida com EBITDA de R$ 529,1 milhões e margem de 60,5%, contribuindo com R$ 259,5 milhões para o resultado consolidado pro forma da Dexco. O fluxo de caixa livre sustaining foi negativo em R$ 90,6 milhões, principalmente devido ao maior consumo de capital de giro no período.

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