A Hypera (HYPE3) registrou lucro líquido das operações continuadas de R$ 426,1 milhões no segundo trimestre de 2025, queda de 13,4% ante o mesmo período de 2024. Apesar da redução no resultado, a farmacêutica conseguiu manter margem EBITDA robusta de 33,7% e concluir com sucesso o processo de otimização de capital de giro iniciado em 2024.

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A receita líquida totalizou R$ 2,15 bilhões no trimestre, recuo de 1,6% na comparação anual, reflexo direto da estratégia de otimização que reduziu o prazo médio de recebimento de 116 dias para 60 dias. O movimento permitiu à companhia diminuir os investimentos em capital de giro de 49% para 32% da receita líquida anualizada.

No mercado farmacêutico, a Hypera demonstrou força competitiva com avanço de 5,5% no sell-out durante o trimestre, superando o crescimento de mercado de 5,2%. Mais relevante ainda foi a aceleração recente: nos meses de maio, junho e julho, as vendas da empresa cresceram 8,4%, impulsionadas por lançamentos de produtos e intensificação dos investimentos em marketing.

A empresa declarou juros sobre capital próprio de R$ 185,1 milhões no período, equivalente a R$ 0,29 por ação, reforçando o compromisso com a remuneração aos acionistas. Além disso, aprovou nova composição do conselho de administração, incluindo o fundador João Alves de Queiroz Filho, e celebrou acordo entre acionistas que consolidou bloco de controle com 53% do capital social, movimento que representa um marco na nova fase de governança da maior farmacêutica do Brasil.

Com a conclusão da otimização de capital de giro e o pipeline de inovação em desenvolvimento, a Hypera se posiciona para combinar crescimento sustentável com preservação da rentabilidade. Investidores devem acompanhar a evolução das vendas nos próximos trimestres e os impactos dos novos investimentos em capacidade produtiva, especialmente nas fábricas de oncológicos e biológicos.

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