A Valid (VLID3) registrou lucro líquido de R$ 55 milhões no segundo trimestre de 2025, recuo de 32% ante os R$ 80 milhões do mesmo período de 2024. A receita líquida totalizou R$ 490 milhões (-5% A/A), enquanto o EBITDA atingiu R$ 92 milhões (-29% A/A), com margem de 19%. Os resultados refletem a fase de transformação da companhia, com crescimento expressivo nos Novos Negócios contrastando com desafios no segmento de pagamentos.
Os Novos Negócios da Valid, que incluem soluções de Governo Digital, Onboarding e Mobile, apresentaram crescimento robusto de 50% A/A, representando 17% da receita total e 33% do EBITDA consolidado. Com margens superiores (42% de margem EBITDA), essas iniciativas já consolidam a estratégia de diversificação da empresa rumo a modelos mais digitais e escaláveis. O desempenho deste segmento valida a decisão estratégica da companhia de investir R$ 262,9 milhões no Plano Estratégico de Inovação de Governo Digital, financiado parcialmente pela FINEP, demonstrando que a Valid está concentrando recursos nas verticais de maior potencial de crescimento e rentabilidade.
Por segmentos, Valid ID cresceu 12% A/A para R$ 226 milhões, impulsionada pelos Novos Negócios que atingiram R$ 61 milhões (27% da vertical). Valid Mobile disparou 37% A/A para R$ 153 milhões, beneficiada pelo aumento de 43% na volumetria de SIM Cards. Em contrapartida, Valid Pay enfrentou cenário desafiador com receita de R$ 111 milhões (-46% A/A) e EBITDA negativo de R$ 2 milhões, refletindo pressões competitivas e menor performance na Argentina.
Entre os eventos subsequentes, a Valid firmou financiamento de até R$ 150 milhões com a FINEP para inovação em Governo Digital e assinou Termo de Compromisso de Cessação com o CADE sobre condutas anteriores a 2019. A empresa mantém caixa líquido de R$ 49 milhões e prossegue com investimentos em tecnologia e aquisições estratégicas, totalizando R$ 37 milhões no trimestre para sustentar o crescimento dos novos negócios. O acordo com o CADE encerrando questões do passado consolida a nova fase da companhia, que descontinuou as linhas de negócio problemáticas e hoje foca exclusivamente em segmentos de maior valor agregado e conformidade regulatória.







