A BRF (BRFS3) registrou forte alta de 8,36% na segunda-feira (7), saltando de R$ 19,75 para R$ 21,51, movimento que gerou volume financeiro de R$ 423 milhões e levou a B3 a solicitar esclarecimentos sobre as oscilações atípicas da ação do frigorífico. O movimento pode estar relacionado ao contexto da assembleia sobre incorporação pela Marfrig, que foi adiada por 21 dias pela CVM, criando um ambiente de incerteza que naturalmente gera volatilidade nos papéis.

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A companhia respondeu ao ofício da bolsa afirmando que "não tem conhecimento de qualquer fato ou informação não pública que possa justificar as oscilações" registradas na cotação e no volume de negociação de suas ações. A resposta segue o padrão da empresa, que mantém comunicação transparente com o mercado, especialmente em um período sensível envolvendo a operação de incorporação anunciada em maio com sinergias estimadas em R$ 800 milhões.

O movimento chamou atenção por quebrar uma sequência de quedas que durava desde 24 de junho, quando a ação estava cotada a R$ 21,79. Entre esta data e 3 de julho, o papel acumulou desvalorização de 12%, chegando ao piso de R$ 19,19. A volatilidade recente contrasta com a solidez dos fundamentos da empresa, que havia apresentado resultados recordes no primeiro trimestre com lucro de R$ 1,185 bilhão e a menor alavancagem de sua história.

O volume financeiro de R$ 423 milhões registrado no dia 7 representou mais que o dobro da média dos dias anteriores, sinalizando interesse atípico dos investidores. No período analisado pela B3, entre 24 de junho e 7 de julho, a ação oscilou em uma faixa de R$ 18,86 a R$ 21,53. Este interesse pode estar relacionado às movimentações de grandes investidores, como a redução da participação da PREVI anunciada recentemente, que tradicionalmente sinaliza mudanças na percepção institucional sobre a companhia.

A BRF reiterou seu compromisso de manter acionistas e mercado informados sobre qualquer ato ou fato relevante relacionado aos negócios, conforme determina a regulamentação da CVM. Investidores devem acompanhar os próximos comunicados da empresa para identificar possíveis catalisadores que possam explicar o movimento.

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