O Banco Pan (BPAN4) negou oficialmente à CVM qualquer intenção de Oferta Pública de Aquisição (OPA) pelo BTG Pactual, após as ações dispararem 6% em sessão de especulação intensa. A resposta veio um dia depois do questionamento formal da autarquia sobre rumores publicados na mídia especializada.

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O volume negociado das ações do Pan saltou para R$ 31,1 milhões, o dobro da média dos últimos cinco pregões e o triplo da média mensal, segundo dados da notícia que provocou a investigação da CVM. Esta movimentação repete um padrão observado há poucos dias, quando a B3 também questionou oscilações atípicas de 7,57% em um único pregão, com volumes igualmente elevados que chamaram atenção dos reguladores.

Em comunicado assinado pelo CEO André Luiz Calabro, o Banco Pan confirmou que o BTG Pactual está "intensificando a integração entre as áreas" em busca de "maiores sinergias operacionais e estratégicas", mas ressaltou que "não há intenção, neste momento, de realizar uma oferta para a Companhia". A resposta de Calabro ganha ainda mais relevância considerando que ele recentemente assumiu também o cargo de Diretor de Relações com Investidores, concentrando as principais decisões estratégicas e de comunicação da instituição.

A CVM havia questionado o banco sobre reportagem do Brazil Journal que destacava mudanças na estrutura executiva, com diversos cargos de diretoria do Pan sendo ocupados por executivos do BTG, incluindo o próprio CEO. O regulador também mencionou declarações do CEO do BTG, Roberto Sallouti, se referindo ao Pan como "uma marca do grupo" em calls com investidores.

O Banco Pan classificou a situação como não configurando fato relevante nos termos da Resolução CVM nº 44/2021. Investidores devem acompanhar futuras movimentações na estrutura acionária e eventuais mudanças na estratégia de integração entre as instituições, que podem indicar alterações neste cenário.

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