A Natura (NTCO3) informou ao mercado em 30 de outubro de 2024 que a gestora de investimentos Baillie Gifford Overseas Limited reduziu sua participação acionária na empresa para menos de 5% do capital social.
De acordo com o comunicado, a Baillie Gifford passou a deter 68.937.990 ações ordinárias da Natura, o que representa 4,97% do total de ações emitidas pela companhia. A gestora escocesa havia alienado parte de sua posição por meio de operações realizadas no mercado secundário.
A Baillie Gifford ressaltou que sua participação na Natura tem como objetivo o investimento na empresa, sem intenção de alterar sua composição de controle ou estrutura administrativa. A gestora também afirmou que não visa atingir nenhum percentual específico de participação acionária.
O comunicado destacou ainda que se trata de um investimento minoritário e que a Baillie Gifford não pretende adquirir ações adicionais com a intenção de obter o controle da Natura. A gestora também informou que possui poderes de voto em nome de certos clientes, relacionados aos poderes de gestão discricionária.
A divulgação desta informação está em conformidade com o artigo 12 da Resolução CVM nº 044/2021, que exige que acionistas informem ao mercado quando sua participação atinge patamares relevantes.
A Natura, uma das maiores empresas de cosméticos do Brasil, tem enfrentado desafios nos últimos anos, incluindo a integração de aquisições internacionais e a adaptação às mudanças no comportamento do consumidor. A movimentação de investidores institucionais, como a Baillie Gifford, é acompanhada de perto pelo mercado como um indicador do sentimento em relação às perspectivas da empresa.







