De acordo com um relatório divulgado pela Santos Brasil (STBP3), a companhia projeta um crescimento moderado da demanda por movimentação de contêineres no Porto de Santos nos próximos anos. O documento apresenta diferentes cenários de evolução da capacidade e da movimentação no complexo portuário até 2040.
No cenário base, considerando as expansões já contratadas nos terminais da Santos Brasil e da BTP, o Porto de Santos só atingiria 100% de ocupação em 2036. Já em um cenário alternativo, que inclui adensamentos de áreas nos terminais existentes, não haveria restrição de capacidade no período analisado.
Outro cenário, denominado STS10, considera a entrada de uma nova capacidade de 2,5 milhões de TEUs em 2029, o que geraria uma sobreoferta de capacidade e ociosidade nos terminais, semelhante à situação vivenciada em 2014.
O relatório também contextualiza os preços praticados no Tecon Santos em relação aos fretes marítimos globais e aos armadores. Segundo a Santos Brasil, os armadores "repassavam" o custo do terminal para o cliente com uma margem entre 2 a 4 vezes maior do que a praticada em portos internacionais.
Além disso, o documento destaca os benefícios do terminal para o poder público, com a Autoridade Portuária de Santos arrecadando R$ 1,3 bilhão com a operação do Tecon Santos desde 2010. Em 2023, a proporção da receita bruta da estatal com o terminal foi de aproximadamente 11%.







