Nos últimos 12 meses até o segundo trimestre de 2026, a Unipar (UNIP3, UNIP5, UNIP6) registrou receita líquida de R$ 5,2 bi e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 925 mi. Em junho de 2026, a companhia apresentou posição de caixa de R$ 1,4 bi e relação dívida líquida/EBITDA de 2,50 vezes.
No 2T26, o EBITDA ajustado recorrente alcançou R$ 402 mi, crescimento de 31% em relação ao 2T25, quando somou R$ 306 mi, e de 177% frente ao 1T26, de R$ 145 mi. Segundo a empresa, o desempenho foi influenciado pelo aumento de preço médio internacional de soda cáustica e PVC, maior volume de vendas de soda e clorados e exclusão de efeito negativo não recorrente de provisão de margem negativa em estoque.
A receita líquida ajustada totalizou R$ 1,494 bi no 2T26, ante R$ 1,313 bi no 2T25 e R$ 1,221 bi no 1T26. O avanço reflete maior volume de vendas de soda cáustica, PVC e clorados e a elevação das referências internacionais de preços, parcialmente compensados pela valorização do real frente ao dólar.
O custo dos produtos vendidos ajustado somou R$ 974 mi no 2T26, contra R$ 935 mi no 1T26 e R$ 904 mi no 2T25. O aumento decorre de maior volume de vendas, alta do preço internacional de etileno base Europa e do custo do gás natural, mitigados por valorização do real em relação ao euro, menor volume de PVC e melhores coeficientes técnicos em Cubatão após substituição tecnológica.
A dívida líquida passou de R$ 2,394 bi em março de 2026 para R$ 2,316 bi em junho de 2026, redução de R$ 78 mi. A companhia atribui a queda à geração de caixa operacional, normalização do capex estratégico, custo médio competitivo da dívida e benefício fiscal ligado à depreciação acelerada dos investimentos realizados.







