Na prévia do segundo trimestre de 2026 (2T26), divulgada nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026, a Simpar (SIMH3) informou receita líquida de serviços recorde de R$ 9,4 bi, o equivalente a R$ 9,390 bi, crescimento de 13,2% em relação ao 2T25. A companhia atribui o desempenho à geração orgânica de valor e à maturação de contratos adicionados nos últimos 12 meses, com foco em novos contratos com precificação considerada adequada e na recomposição do equilíbrio de contratos existentes.
No consolidado, a receita bruta somou R$ 12,389 bi no 2T26, alta de 9,5% na comparação anual, enquanto a receita líquida atingiu R$ 11,249 bi, avanço de 8,8% sobre o 2T25. A receita líquida de venda de ativos foi de R$ 1,769 bi, queda de 12,8% ano a ano, e a receita líquida de construção em infraestrutura alcançou R$ 89 mi, alta de 484,9% frente ao mesmo período de 2025.
O indicador Dívida Líquida/EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) dos últimos 12 meses ficou em 2,8x no grupo Simpar, redução de 0,8x em 12 meses e o menor nível desde o IPO em 2010. A companhia cita como fatores para a queda da alavancagem avanços em eficiência operacional, menor necessidade de investimentos, a venda da Ciclus Rio, os aumentos de capital em Simpar, Movida e Vamos e a desconsolidação de Ciclus Amazônia e CS Porto Aratu após processos de monetização.
No período, o índice EBITDA dos últimos 12 meses sobre o capex líquido (investimentos em ativos menos vendas de ativos) foi de 1,9x, melhora de 0,5x em relação ao mesmo intervalo de 2025, repetindo o nível do fim de 2025. Os aumentos de capital privados em Simpar, Movida e Vamos, ancorados por JSP Holding e BNDESPAR, totalizaram R$ 3,0 bi, considerando R$ 88,7 mi do exercício pela BNDESPAR da opção de compra de ações JSL outorgada pela Simpar.
A Simpar destacou ainda o anúncio de monetização de 100% da CS Porto Aratu por R$ 1,8 bi de enterprise value, com múltiplo sobre o capital investido (MOIC) de 5,8x em prazo médio de 3,6 anos, após a monetização de Ciclus Rio e Ciclus Amazônia. A dívida líquida da Simpar Holding recuou 54% em 12 meses, para R$ 1,4 bi no 2T26, frente a R$ 3,0 bi no 2T25 e R$ 2,8 bi no 1T26; considerando a monetização da CS Porto Aratu, a dívida líquida pro forma seria de R$ 1,0 bi, queda de 66% em relação ao 1T26, apoiada também em recompras de dívidas de R$ 250 mi em títulos de própria emissão no mercado secundário.






