O Banco Pan reportou lucro líquido ajustado pelo ágio de R$ 209 milhões no 3T25, com ROE de 12,1% e carteira de crédito de R$ 61,5 bilhões — resultado 9% acima do 2T25 e 3% abaixo do 3T24, alcançado sem cessão de carteira em dia. A administração enfatizou “alavancagem operacional” via dados e modernização de plataformas, além de uma “revolução na qualidade” refletida em satisfação e menor contact rate. Este desempenho consolida a continuidade do core de consignado em fase de integração, sustentada pela renovação do acordo com o INSS e reforço de governança anunciados em 3/12, que preservaram originação e mitigaram riscos de transição.

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Na carteira, veículos somaram R$ 36,5 bi (59,4% do total; +7% t/t e +30% a/a), enquanto consignado público + FGTS recuou para R$ 18,2 bi (-2% t/t e -9% a/a) e o consignado privado avançou para R$ 2,8 bi (+155% t/t); cartões atingiram R$ 2,9 bi (+3% t/t e +31% a/a) e o empréstimo pessoal R$ 822 mi (+6% t/t e +43% a/a). A NIM gerencial foi de 17,0% a.a., com custo de crédito em 7,4% da carteira média e NIM líquida de 9,0%. Em serviços, a receita foi de R$ 464 mi (crédito: R$ 224 mi; seguros: R$ 124 mi; cartões: R$ 63 mi; marketplace: R$ 53 mi), com prêmios de seguros de R$ 268 mi (mix: prestamista 57%, vida 22%, assistências 12% e auto 9%). Este mix, somado ao foco em UX e eficiência, dialoga com a Reunião Pública com Analistas de 19/12 voltada a NIM, custo de risco e eficiência, que tende a detalhar parâmetros de rentabilidade e a trajetória para 2025 no contexto da integração societária.

No capital, o índice de Basileia gerencial ficou em 12,7% (PR de R$ 6,4 bi e RWA de R$ 50,4 bi), com patrimônio líquido de R$ 7,8 bi, suportando a tese de crescimento com margem robusta. O banco também destacou engajamento: cross-sell de 2,3 produtos por cliente ativo, 32,3 milhões de chaves Pix e R$ 32,5 bilhões transacionados em contas e cartões, reforçando monetização recorrente e intensificação do uso do ecossistema sem depender de cessões em dia. A execução ocorre com menor incerteza após a homologação do BACEN e aprovações de capital de 15/12, que pavimentaram sinergias de funding, tecnologia e cross-sell sob coordenação do controlador. Para 2025, a combinação de expansão da carteira, disciplina no custo de risco e liderança em experiência do cliente sugere continuidade estratégica ancorada em dados e modernização de plataformas.

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