No Safra TMT Day (17/nov/2025), a Positivo (POSI3) posicionou-se como provedora integrada de infraestrutura de TI — do PC ao supercluster de IA/HPC — e detalhou três avenidas de crescimento: infraestrutura (Servers & Solutions), serviços de TI (Positivo S+) e soluções em pagamentos. A companhia reportou receita bruta de R$ 2,8 bi em 9M25 e de R$ 4,3 bi em 2024, com clara mudança de mix: PCs e mobilidade caíram de 71% da receita em 2024 para 53% em 9M25, enquanto serviços avançaram de 12% para 18%; o B2B subiu para 69% em 9M25. A oferta também é HaaS e se apoia em parcerias com Supermicro, Intel, AMD, NVIDIA, Microsoft, Red Hat, Nutanix e Eviden.
Este movimento consolida a estratégia de migrar do hardware transacional para soluções e serviços recorrentes, em linha com a visão de crescimento de longo prazo já debatida publicamente pela liderança. O foco em repatriação de workloads, soluções hiperconvergentes e liquid cooling para IA/HPC, somado ao pipeline de servidores de IA e às oportunidades do PBIA e da Nuvem Soberana, reforça a coerência com a visão estratégica apresentada por Hélio Bruck Rotenberg em 22 de outubro de 2025, quando o CEO destacou trajetória, negócios e diretrizes de expansão.
Na avenida de serviços, a Positivo S+ (ex‑Algar Tech MSP) mostrou tração: receita bruta de R$ 409 mi em 9M25 (+19% a/a), atuação em 17 países, 6 mil profissionais, 170 clientes enterprise, NPS acima de 90 e portfólio que cobre Digital Workplace, Infra & Cloud, Cybersecurity (MSSP), Applications e Data & Analytics. O cronograma de integração indica sequência lógica: desacoplamento do Grupo Algar, rebranding e revisão de portfólio (2S24–1S25), cross‑sell (2S25) e, a partir de 1S26, ofertas ponta a ponta — da consultoria à gestão de infraestrutura e dispositivos.
Para investidores, os números sugerem execução consistente: ganho de 3 p.p. na margem de contribuição gerencial das três avenidas em 9M25, avanço do B2B e fortalecimento do ecossistema com a “cessão da tecnologia Supermicro no Brasil”. Pontos de atenção para 2026: conversão do pipeline de IA/HPC em pedidos firmes, eficiência na implementação de liquid cooling em projetos de larga escala, captura de sinergias da S+ (integração e cross‑sell) e disciplina de alocação de capital entre infraestrutura e pagamentos. A governança (Novo Mercado desde 2006, free float de 50% e 44% de independência no Conselho) fornece sustentação para a próxima fase de crescimento.







