MGEL4

Mangels IndustrialBens Industriais

SCORE 0,0
R$ 5,25-R$ 0,03(-0,57%)
SCORE 0,0+ Carteira

Principais indicadores · Bens Industriais

Ver todos →
Dividend Yield
0,00 %
Preço/Lucro
0,71
Preço/VPA
0,60
ROE
84,02 %
ROIC
13,92 %
Margem líquida
3,94 %
CAGR Receita líquida 5A
12,48 %
Market Cap
R$ 71,19 M
Liquidez corrente
0,48
Margem bruta
12,94 %
Preço
R$ 5,25
Preço/Ativos
0,04

Cotação

0,0/10 · fundamentos abaixo da média
Rentabilidade9,6
Consistência2,4
Negociabilidade0,0
Liquidez0,0
Crescimento6,2
Alavancagem0,0

Análise Fundamentalista de MGEL4 (Mangels Industrial)

IA

A Mangels Industrial atua no setor de Materiais Básicos, no subsetor de Siderurgia e Metalurgia, com foco em Artefatos de Ferro e Aço. A companhia, listada na B3 com as ações MGEL3 e MGEL4, tem como atividade principal a produção de relaminados, trefilados e perfilados de aço, exceto arames. Seu modelo de negócio está ligado à cadeia industrial e automotiva, fornecendo produtos de aço processado para diferentes aplicações, em linha com a natureza intensiva em capital típica do segmento metalúrgico.

Os fundamentos financeiros disponíveis indicam rentabilidade elevada em termos de ROE, acompanhada por um ROIC mais moderado e margens bruta, EBIT e líquida relativamente ajustadas ao perfil de uma empresa industrial. O crescimento de receita em cinco anos sugere expansão de faturamento, enquanto a queda leve do lucro no mesmo período aponta desafios na conversão dessa receita em resultado líquido. Os indicadores de endividamento, com Dívida Líquida/EBITDA mais pressionado, e a liquidez corrente e seca reduzidas sugerem uma estrutura financeira que demanda atenção, devendo ser interpretada em conjunto com a geração de caixa operacional.

A empresa obteve nota 0,0 no Visno Score, o que reflete sobretudo fragilidades em liquidez, alavancagem e negociabilidade das ações. Apesar de a rentabilidade e o crescimento de receita apresentarem notas mais altas, o conjunto dos fatores de risco financeiros e de mercado pesa negativamente na avaliação agregada.

Análise gerada por IA com base na metodologia Visno Score. Dados extraídos de demonstrações financeiras públicas (CVM/B3). Conteúdo informativo — não constitui recomendação de investimento.

Visão dos resultados

Evolução da receita e do lucro líquido

Use o gráfico para visualizar a relação entre o crescimento do negócio e o lucro.

As barras representam a receita; a linha representa o lucro líquido.

Últimas notícias de MGEL4

Ver todas →

Dados cadastrais

Subsetor
Autopeças
Situação
Fase Operacional
Anos na bolsa
54
Código CVM
8397
CNPJ
61.065.298/0001-02
Dt. últ. preço
07/08/2026
Dt. últ. resultado
31/03/2026
Dt. próx. resultado
14/08/2026
Free float
27,05 %
Outros tickers
MGEL3

Sobre Mangels Industrial

A Mangels Industrial S.A. é uma companhia brasileira com longa trajetória na indústria, fundada em 1º de outubro de 1928 por Max H. H. Mangels Jr. e Heinrich Kreutzberg. Constituída formalmente como sociedade anônima em 1959, a empresa nasceu produzindo baldes em aço galvanizado em sua primeira fábrica, no bairro da Mooca, em São Paulo, em um contexto em que o país ainda não dispunha de sistemas de abastecimento de água estruturados. Ao longo das décadas seguintes, a Mangels ampliou e diversificou sua atuação, acompanhando o desenvolvimento industrial brasileiro. Em 1971, abriu seu capital e passou a ter suas ações negociadas na então Bolsa de Valores de São Paulo, hoje B3, consolidando-se como uma emissora de valores mobiliários regulada pela CVM.

A evolução da Mangels foi marcada por movimentos de diversificação industrial e adaptação às demandas de infraestrutura e energia no Brasil. Já em 1932, a companhia passou a fabricar ferragens para linhas de distribuição e transmissão de energia elétrica, atendendo à expansão da rede implantada pela Light. Em 1938, iniciou a produção de botijões para distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP), o que a inseriu em um segmento essencial para o abastecimento energético residencial e comercial. Nos anos 1950, com a chegada de uma nova geração da família Mangels à gestão, a empresa ingressou na indústria automobilística nascente, produzindo rodas e autopeças sob padrões internacionais, alinhando-se ao ciclo de industrialização acelerada incentivado pelo governo Juscelino Kubitschek.

A partir do final dos anos 1960, a Mangels intensificou seu programa de expansão e verticalização em torno da cadeia do aço e de componentes metálicos. Em 1969, inaugurou nova fábrica em São Bernardo do Campo para produção de tiras de aço e adquiriu empresas do setor de laminação, além de instalar o primeiro Centro de Serviços de Aço da América Latina. Na década de 1970, ampliou sua base industrial com a terceira fábrica, dedicada a cilindros de GLP em Três Corações (MG), e com a aquisição de uma laminação de tiras de aço com tecnologia avançada em ligas e tratamentos térmicos. Em 1989, deu mais um passo relevante ao instalar uma fábrica de rodas de liga leve de alumínio, complementando a já existente produção de rodas de aço e estruturando a organização em três divisões de negócios: Aços, Rodas e Cilindros.

Hoje, a Mangels Industrial estrutura suas atividades em três unidades de negócio principais: Unidade Rodas, Unidade Cilindros (incluindo reservatórios de ar e eixos automotivos) e o Centro de Serviços de Aços. A Unidade Rodas, localizada em Três Corações (MG), é responsável pela fabricação de rodas de alumínio originais destinadas a montadoras de veículos. A Unidade Cilindros, também em Três Corações, produz cilindros para GLP (botijões novos), tanques de ar comprimido para sistemas de freio de caminhões e ônibus e componentes estampados para o mercado. Já o Centro de Serviços de Aços, situado em Manaus (AM), fornece chapas de aço plano para a indústria de motocicletas e fabrica eixos traseiros em forma de lâminas de aço em perfil “V” para automóveis leves. As ações da companhia, sob os tickers MGEL3 e MGEL4, permanecem listadas na B3, e a empresa chegou a aderir ao Nível 1 de Governança Corporativa em 2003, reforçando compromissos de transparência com o mercado.

Do ponto de vista de geração de receita, a Unidade Rodas é o principal segmento da Mangels Industrial. Em 2024, essa unidade respondeu por 62,25% da receita operacional líquida consolidada, seguida pela Unidade Cilindros, com 27,41%, e pela Unidade Aços (Centro de Serviços de Aços), com 10,34%. A companhia está fortemente exposta ao setor automotivo e de transporte, com clientes classificados como “Veículos” representando 67,33% da receita líquida total em 2024, enquanto o segmento de GLP respondeu por 23,25% e demais clientes por 9,42%. Em termos geográficos, a maior parte das vendas ocorre no mercado interno, que concentrou 99,28% da receita operacional em 2024, com participação residual de exportações para países da América do Sul, América do Norte e África.

Os processos produtivos da Mangels combinam metalurgia de alumínio e aço com etapas industriais de corte, conformação, soldagem, tratamento térmico, pintura e testes. Na Unidade Rodas, o fluxo típico de fabricação de rodas de alumínio envolve fundição, usinagem, acabamento e embalagem. Na Unidade Cilindros, a produção de botijões novos de GLP utiliza aço carbono em bobinas, que passa por corte, conformação, soldas, tratamento térmico, pintura e testes de qualidade. A mesma base de aço carbono é usada na fabricação de tanques de ar para freios de veículos pesados, com etapas de corte, conformação, soldagem, testes e pintura, além de atividades de requalificação de botijões de GLP e fornecimento de componentes estampados. No Centro de Serviços de Aços, a empresa realiza corte longitudinal e transversal de chapas, atendendo especificações exigentes, e aplica processos com alta tecnologia e prensas de grande porte na produção de eixos em perfil “V”.

A distribuição dos produtos é feita diretamente pela própria Mangels, tanto nas linhas de rodas e cilindros quanto no Centro de Serviços de Aços. As vendas são operacionalizadas por equipes comerciais próprias e representantes, sem o uso de centros de distribuição dedicados. Entre os principais mercados atendidos, a companhia destaca montadoras de automóveis, motocicletas, caminhões e ônibus, além de fabricantes de eletrodomésticos e empresas distribuidoras de GLP em todo o país, o que confere uma base de clientes empresariais diversificada, ainda que concentrada em setores industriais específicos. O desempenho operacional de cada unidade está ligado ao ciclo da produção de veículos leves, pesados, motocicletas e à demanda por GLP, segmentos que, em 2024, apresentaram crescimento nas estatísticas de produção nacional.

A Mangels Industrial mantém uma presença industrial relevante em diferentes regiões do Brasil, com fábricas em São Bernardo do Campo e Guarulhos, no estado de São Paulo, e em Três Corações (MG), além de um Centro de Destroca em Araucária (PR) vinculado à Unidade Cilindros, e do Centro de Serviços de Aços em Manaus (AM). A companhia está sujeita a um conjunto amplo de licenças e autorizações para operar, especialmente em suas plantas de Minas Gerais, Paraná e Amazonas. Entre as exigências regulatórias estão licenças ambientais de órgãos estaduais e federais, cadastros técnicos no IBAMA e em entidades ambientais locais, alvarás de funcionamento de prefeituras e vigilâncias sanitárias, autos de vistoria do Corpo de Bombeiros e registros específicos junto ao Ministério da Defesa, Polícia Federal e polícias civis estaduais, refletindo a natureza regulada de atividades relacionadas a produtos pressurizados e materiais sensíveis.

Em relação às práticas ambientais, sociais e de governança (ASG), a Mangels declara divulgar informações por meio de Relatório de Sustentabilidade disponível em seu site institucional. O documento não segue, até o momento, um padrão metodológico específico nem é auditado por entidade independente, mas incorpora indicadores internos como emissões de CO2 e considera as mudanças climáticas na gestão de riscos. A companhia realiza inventário de emissões de gases de efeito estufa e adota políticas de gestão integrada que contemplam consumo de matérias-primas, emissões, resíduos e efluentes. Embora ainda não incorpore plenamente matrizes formais de materialidade e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU em seus relatórios atuais, a empresa indica intenção de considerar os ODS em relatórios futuros e afirma que riscos e temas relevantes são tratados em formulários de partes interessadas e análises de risco internas, alinhando gradualmente sua governança às expectativas de investidores e demais stakeholders.

Por fim, a Mangels Industrial depende de insumos metálicos estratégicos como aço, alumínio e zinco, adquiridos principalmente de poucos e grandes fornecedores, o que limita a concorrência e pode gerar volatilidade de preços. Os preços do aço acompanham movimentos internacionais da commodity, enquanto o alumínio segue as cotações da London Metal Exchange (LME). Essas características reforçam a sensibilidade da companhia aos ciclos globais de metais. A continuidade da gestão pela família fundadora, evidenciada pela assunção de Mark Ross Mangels à presidência do conselho de administração em 2023, e a permanência de MGEL3 e MGEL4 na B3 oferecem ao investidor pessoa física uma empresa com forte ligação histórica à indústria nacional, exposição relevante ao setor automotivo e ao mercado de GLP e atuação diversificada em produtos metálicos voltados principalmente ao mercado doméstico.

Perguntas frequentes sobre MGEL4

Qual a cotação de MGEL4 hoje?

A cotação de MGEL4 em 07/08/2026 é de R$ 5,25. O preço é atualizado conforme os dados mais recentes disponíveis da B3.

MGEL4 paga dividendos?

MGEL4 não registrou pagamento de dividendos ou JCP nos últimos 12 meses. Consulte o histórico completo na página para mais detalhes.

Como comprar ações de MGEL4?

Para comprar ações de MGEL4 (Mangels Industrial), é necessário ter conta em uma corretora com acesso à B3. Após isso, basta buscar pelo código MGEL4 e enviar uma ordem de compra pela plataforma da corretora.

Como analisar as ações de MGEL4?

Para analisar MGEL4, considere indicadores como P/L de 0,71, Dividend Yield de 0,00%, ROE de 84,02%, margem líquida de 3,94%. A avaliação deve incluir comparação com empresas do mesmo setor e o histórico financeiro da empresa.