A Positivo (POSI3) reportou no 2T25 lucro de R$ 2 milhões, receita bruta de R$ 994 milhões e EBITDA de R$ 74 milhões (margem de 8,8%), com forte geração de caixa operacional de R$ 266 milhões. Na dinâmica temporal, a receita cresceu 16,7% versus o 1T25 e 5,0% ano a ano, enquanto o EBITDA avançou 38,7% sequencialmente, mas recuou 12,5% a/a. O lucro ficou abaixo dos R$ 5 milhões do 2T24, pressionado por maior depreciação e despesas financeiras num ambiente de Selic a 15%. Comercial somou R$ 682 milhões (+15,6% a/a), com Vendas Corporativas de R$ 473,5 milhões (+36,6%; +9,5% em bases comparáveis); Servidores cresceram 69% a/a; Soluções de Pagamento atingiram R$ 127 milhões (+31%); a Positivo S+ fez R$ 137 milhões (+18%). Em Instituições Públicas, a receita foi de R$ 208,4 milhões (-14,4% a/a), com início de recuperação de margens e pipeline de R$ 2,7 bilhões. No Consumer, PCs e tablets subiram e os canais online (D2C + sellers) avançaram 59%, já 36% das vendas do segmento, compensando smartphones mais fracos.

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Do ponto de vista estratégico, o trimestre reforça a diversificação de motores de crescimento e a ênfase em IA: Positivo Seg avançou 52% a/a, Soluções de Pagamento e Servidores aceleraram, e a empresa manteve o guidance de 2025 entre R$ 4,4 bilhões e R$ 4,8 bilhões. Esse conjunto consolida a continuidade de uma tese que vem deslocando a companhia de fabricante de hardware para provedora de soluções completas, com alto componente de software e serviços. Em especial, o avanço em segurança e analytics conecta-se à estratégia de expansão no mercado de segurança eletrônica através da PositivoSeg, que elevou a cobertura comercial e adicionou capacidades de IA embarcada ao portfólio.

Financeiramente, a alavancagem em 2,1x (dívida líquida/EBITDA LTM), a dívida majoritariamente de longo prazo (59%) ao custo médio de CDI + 0,2% a.a. e o caixa de R$ 676 milhões, que cobre vencimentos até quase o fim de 2026, dão fôlego para atravessar ciclos e sustentar o guidance. A continuidade operacional também se mostrou resiliente diante de eventos extraordinários, o que mitiga riscos e preserva a execução comercial — aspecto relevante para converter o pipeline de R$ 2,7 bilhões em IP e capturar ganhos de margem. Nessa linha, a companhia comunicou recentemente o incêndio na unidade de pós-venda em Barueri, evento coberto por seguro e sem impacto nas fábricas, reforçando a importância da diversificação operacional e geográfica na proteção do resultado.

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