A CSU Digital (CSUD3) reportou lucro líquido de R$ 23,7 milhões no segundo trimestre de 2025, crescimento de 5,5% ante os R$ 22,5 milhões do mesmo período do ano anterior. A margem líquida ficou em 15,3%, ligeiramente menor que os 15,8% do 2T24. Os resultados representam a consolidação da performance operacional sob a nova gestão executiva empossada em junho, quando Marcos Ribeiro Leite assumiu como CEO e Pedro Alvarenga D'Almeida como diretor financeiro. A receita líquida atingiu patamar recorde de R$ 154,7 milhões, expansão de 9,1% na comparação anual.

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O desempenho operacional da companhia se manteve robusto, com volume financeiro transacionado de R$ 127,2 bilhões no trimestre, alta significativa de 24,3% versus 2T24. A quantidade de transações processadas somou 302,5 milhões, crescimento de 4,7% no período. A base de contas e cartões cadastrados expandiu para 38,0 milhões de unidades, com taxa de ativação melhorando para 62% ante 58% no ano anterior.

A unidade CSU Pays, core business da empresa, registrou receita de R$ 98,4 milhões (+6,2% vs. 2T24), sustentando crescimento anualizado composto de 11% desde 2020. Já a CSU DX apresentou forte aceleração, com receita de R$ 56,3 milhões (+14,6% vs. 2T24), beneficiada pela digitalização de 73% das interações e pelo avanço da plataforma HAS de hiperautomação com inteligência artificial.

O EBITDA totalizou R$ 47,5 milhões no trimestre, com margem de 30,7%, mantendo-se próximo aos patamares recordes históricos apesar dos maiores investimentos em iniciativas estratégicas. A empresa destacou investimentos crescentes em inteligência artificial e estruturação da operação internacional, iniciando pelos Estados Unidos, que pressionaram temporariamente as margens mas abrem novas avenidas de crescimento.

A CSU Digital aprovou o pagamento de R$ 7,1 milhões em juros sobre capital próprio referentes aos resultados do 2T25, valor 9% superior ao distribuído no mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre, a companhia já destinou R$ 32,1 milhões em proventos aos acionistas, mantendo o padrão robusto de distribuições que se intensificou em 2025. Os investidores devem acompanhar o progresso das iniciativas estratégicas e a evolução da margem operacional nos próximos trimestres.

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